O que vem da semana brasileira? Pavor.

Enquanto Jair Bolsonaro e sua equipe de assessores mais próximos estavam em Nova York discursando na ONU e tentando colocar o Brasil numa posição protagonista diferente da que testemunhamos nos últimos anos, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) derrubou os vetos feitos pelo próprio presidente na Lei de Abuso à Autoridade.

Grosso modo, os juízes agora precisam se submeter ao “estado de direito” na pessoa do advogado dos presos preventivos e réus.

Para completar, o Supremo Tribunal Federal soltou a rédea da Lava Jato depois da posse do novo Procurador-geral da República, Augusto Aras. A maioria dos ministros já votou pelo afrouxamento das penas da operação – e os próximos capítulos desta novela têm tudo para ser pavorosos (se a população não se mobilizar).

Fato é que enquanto Bolsonaro falava sobre a bela floresta Amazônica – que segue bem grande e bem intacta para o desespero dos ambientalistas extremistas – e o mundo prestava atenção na figura estérica da adolescente Greta, o bicho pegou aqui no Legislativo e no Judiciário.

Cortina de fumaça?

Agora o brasileiro que lide com este barulho.

Bolsonaro “deu o plá” e muita gente achou que ele foi agressivo. Mas enquanto analisavam o discurso do presidente, a casa caiu em vários aspectos. E agora? O que vem agora?

Não se pode negar que a ascensão de Augusto Aras à PGR veio lastreada por um grande cheiro de “acordão” entre os poderes, para manter a “governabilidade”. Agora, com todas essas perdas para o cidadão de bem, como vai ficar?

O brasileiro está pronto para ver a Lava Jato minguar até morrer? Que venham os próximos episódios desta série.

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