Num cenário de início de recuperação econômica, a pesquisa e a inovação são importantes para estimular a criação de empregos, afirmam secretários e autoridades que participaram da abertura da 16ª Anpei (Conferência de Inovação da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras).

Segundo o secretário de Inovação e Novos Negócios do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços), Marcos Vinícius de Souza, o Brasil tem potencial tecnológico para estimular o empreendedorismo.

“O mais importante é o esforço conjunto do setor privado, da academia e do governo para levar a inovação a outro patamar. É um trabalho de muitos anos que tem começado a dar frutos”, declarou.

 

Caminhos determinados

Para Marcos Vinicius, o uso da inovação com a finalidade de gerar desenvolvimento pode ser alcançado por meio de três eixos: acesso à informação, barateamento das tecnologias e negócios com oportunidade de melhorias sociais e ambientais.

“Há muito tempo, as empresas perceberam a importância da responsabilidade social, de retornarem para a sociedade parte do que ganham. Os negócios sociais são um modelo novo, que unem a capacidade de gerar progressos sociais e ambientais com a geração de lucro. É uma oportunidade nesse cenário de recuperação”, explicou o secretário do MDIC.

Para o secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTI, Álvaro Toubes Prata, o investimento nessas três áreas (ciência, tecnologia e inovação) é essencial para melhorar a competitividade do país.

“Priorizar esses três temas ajuda a elevar o desenvolvimento a competitividade nacional. Temos visto que há uma revolução em curso sobretudo conduzida pelos jovens, que nem sempre são incomodados com pessimismo”, declarou.

 

Os grandes desafios

O vice-presidente de Engenharia e Tecnologia na Embraer e presidente da Anpei, Humberto Luiz de Rodrigues Pereira, destacou a necessidade de discutir o que leva o Brasil a obter a 69ª posição nos rankings de inovações entre países.

“Estamos atravessando uma transformação tecnológica profunda que afeta e afetará nossos sistemas produtivos. O que acontece depois? Em que ponto a gente perde a vontade de fazer diferente e vencer desafios?”, questionou.

Para Humberto, existem entraves no sistema que impedem o país de investir mais na inovação. “Precisamos promover, de alguma forma, a soltura de amarras na criação de laços de cooperação”, acrescentou.

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