A CES (Consumer Electronic Show) 2019, que aconteceu em Las Vegas, no início deste ano, apresentou carros elétricos autônomos com decolagem vertical, drones inteligentes e humanoides, mas nem tudo chegará à rotina do consumidor comum.

Grande parte da exposição das cerca de 4 mil marcas presentes representa tendências tecnológicas já maduras em mercados desenvolvidos, como itens relacionados a casas conectadas e robôs utilitários.

Alguns produtos podem chegar (ou já chegaram) aos consumidores sem a necessidade de interferência regulatória – como os chamados ‘carros voadores’ – ou impedimentos de infraestrutura, como o 5G.

 

Robôs cuidadores

O Google Home e a Alexa são auxiliares domésticos populares. Atendem a ordens simples como chamar um Uber, tocar músicas no Spotify ou fazer ligações. Os alto-falantes inteligentes, no entanto, não são bons companheiros.

Entre os destaques de auxiliares na CES estão os robôs médicos, cujas funções primordiais são medir a pressão arterial, a frequência cardíaca e administrar os remédios do dono. É o caso do Bot Care, da Samsung, ainda sem data para ser lançado.

Já o Lovot, da startup japonesa Groove X, é versão moderna do Tamagotchi dos anos 1990. Trata-se de um companheiro robótico de US$ 6.000, cujo objetivo principal, segundo a marca, “é trazer amor”.

Com sensores e um sistema de inteligência artificial, o robô de olhos grandes reage a cócegas, sorri, dorme, abraça e ‘fica tímido’ na presença de estranhos.

 

Fones tradutores

Já é possível conversar com uma pessoa de outro país sem entender sua língua. Com aprendizado de máquina e computação em nuvem, os dispositivos e fones de ouvido que traduzem idiomas em tempo real estão avançados e prometem ganhar relevância em locais com grande concentração de estrangeiros, como conferências e eventos mundiais.

Várias marcas expõem seus produtos na feira, e a maioria garante sucesso nas vendas. O Pocketalk, da japonesa Sourcenext, um dispositivo semelhante a um celular antigo, traduz 74 idiomas, e custa US$ 299. Já os fones Pilot, da Waverly Lab, traduzem 15 idiomas e custam de US$ 180 a US$ 250.

A chinesa iFlytek apresentou um tradutor capaz de traduzir chinês e outros 30 idiomas. Seu mais recente modelo do Translator sai por US$ 400.

 

Telas flexíveis

As telas flexíveis, de celulares ou televisores, são apostas de empresas de tecnologia, que querem oferecer aos clientes a opção de redimensionar seus aparelhos.

Um dos momentos mais aclamados do evento foi o lançamento da televisão ‘enrolável’ da LG. A tela de 165 centímetros entra e sai de um suporte base, podendo desaparecer ou ficar em um modo que mostra apenas o relógio ou fotos programadas.

A portas fechadas no evento, a Samsung teria apresentado um protótipo do Galaxy F, seu celular dobrável. Há expectativa de que a sul-coreana o lance comercialmente ainda neste semestre.

 

Outros atrativos

Os televisores OLED da LG, incluindo o modelo ‘enrolável’, poderão ser integrados aos assessores virtuais Google Assistant, Alexa, e ao AirPlay, software de streaming da Apple.

Além da LG, outras empresas rivais anunciaram cooperação. A Vizio, de TVs, trabalhará com o AirPlay, com a Siri e com o iTunes. A Samsung e a Sony também anunciaram parcerias com a Apple ao incluir o iTunes em seus aparelhos.

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