Você está há mais de dois anos em uma mesma função na empresa, sem assumir novos projetos? Isso pode ser um sinal de que o funcionário caiu em uma zona de estagnação. Para ele, é a hora de reavaliar as próprias atitudes ou até de trocar de emprego.

O ciclo em uma função costuma durar 24 meses: um ano para aprender e o restante para mostrar resultados, afirma a especialista em recrutamento da Jobplex no Brasil, Ana Paula Montanha.

“Depois, é hora de mostrar os resultados para o chefe e perguntar qual será o próximo passo”, orienta a especialista.

 

Carreira encalhada

Não ser chamado para participar de discussões e projetos novos, ou ser preterido em promoções são sinais de que o profissional está ficando para trás. Mas, em alguns casos, não é fácil perceber que a carreira encalhou.

“Aparentemente, está tudo bem. O funcionário é elogiado, tem boas avaliações e se relaciona bem”, diz o coordenador do programa de estudos em gestão de pessoas da FIA, Joel Dutra. “Mas ele pode ter perdido a visão crítica sobre seu trabalho”, complementa.

O jeito é conhecer outras empresas, fazer contatos fora da organização ou até tirar férias para abrir a cabeça e avaliar de forma realista a própria situação profissional, para perceber se está ou não em desenvolvimento.

 

Na zona de conforto?

Para subir de nível, é preciso se mexer. “Não adianta esperar a companhia tomar atitude, o indivíduo deve ser responsável por sua ascensão”, diz  a mentora de carreiras da FGV, Anna Scofano.

O primeiro passo é estipular metas e descobrir o que pode ser feito para alcançá-las. De preferência, alinhadas com os seus pontos fortes.

“O principal erro é almejar algo que não se encaixa em seu perfil”, observa a professora de liderança do Insper, Leni Hidalgo. “Às vezes, a pessoa muda de posição e não se destaca como antes”, fala.

Se o profissional quiser mudar de área dentro da empresa, atitudes como fazer um bom marketing pessoal e se envolver em tarefas e projetos de outros departamentos o ajudarão a mostrar mais habilidades para o chefe.

 

A empresa

Permitir que os funcionários transitem entre diferentes áreas da organização, para que descubram o espaço no qual se encaixam, é uma atitude que deve ser buscada pelas empresas, segundo Hidalgo: “Para isso, o lugar deve ter uma cultura que privilegie não só o desempenho, mas também o desenvolvimento dos profissionais”.

As organizações devem buscar ainda manter um bom canal de comunicação com os empregados, para saber de seus anseios e suas frustrações, e motivá-los a se envolver em novos projetos, afirma a  especialista em gestão de pessoas, Márcia Bedani.

 

Decisões sérias

Há situações em que será preciso sair da empresa para alçar voos maiores, especialmente se não houver mais perspectivas de crescimento.

“Às vezes a pessoa não está satisfeita, mas ganha bem, gosta do chefe e acaba ficando ‘algemada’ no lugar, mesmo sem se desenvolver”, diz  a coordenadora do escritório de desenvolvimento de carreiras da USP, Tânia Casado.

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